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TUTORAMENTO: SAIBA QUAIS OS MAIS UTILIZADOS NO TOMATE DE MESA.

O tutoramento é uma das etapas mais importantes durante o cultivo do tomate de mesa que tem por finalidade evitar o contato direto do caule, folhas e frutos com o solo. A prática do tutoramento favorece o desenvolvimento das plantas, reduz a incidência de fungos e bactérias, facilita e melhora a eficiência das pulverizações e, principalmente, proporciona a colheita de frutos com melhor aspecto visual e de maior qualidade.

O tutoramento mais frequentemente utilizado pelo tomaticultor é a cerca cruzada ou “V” invertido. Porém, há alternativas, como o tutoramento “mexicano” e o vertical. A definição de qual desses métodos adotar deve considerar, sobretudo, a disponibilidade de mão de obra qualificada e matéria prima e os custos envolvidos.

 

SISTEMAS DE TUTORAMENTO

TUTORAMENTO CERCA CRUZADA OU “V” INVERTIDO

 

É o método mais utilizado nas principais regiões produtoras de tomate de mesa no Brasil. Nesse caso, as plantas são amarradas a tutores, geralmente estacas de bambus, de 1,80 m a 2,20 m, que ficam apoiadas sobre um fio de arame esticado por mourões fixados nas extremidades das linhas ou mesmo estacas de madeira, formando um “V” invertido entre duas fileiras consecutivas (Conforme a imagem).

A colheita dos frutos é facilitada, porém o manejo de doenças é dificultado, porque, além de criar um microclima favorável para o desenvolvimento de doenças, a pulverização de defensivos na parte interna das plantas é afetada.

O amarrio das estacas podem ser realizadas semanalmente ou a cada 15 dias, dependendo da taxa de crescimento da cultivar implantada. Este pode ser feito com fibra natural ou com fitilho de plástico (Conforme a imagem).

TUTORAMENTO “MEXICANO”

Nesta técnica, as plantas são amarradas verticalmente a tutores que podem ser bambu ou fitilho. Por reduzir custos e aumentar a eficiência de pulverização e, consequentemente, o controle de pragas e doenças, esse método de tutoramento tem despertado o interesse do tomaticultor. Esse sistema já é bastante utilizado na condução de variedades de crescimento determinado, porém já há lavouras de variedades indeterminadas utilizando o tutoramento “mexicano”.

As plantas são conduzidas na vertical com uso de fitilhos plásticos na horizontal, nos dois lados das plantas à medida que as hastes crescem (Conforme a imagem).  Mourões de aproximadamente 1, 8 m de altura e 0,12 m de diâmetro são fixados na extremidade da linha.  Os fitilhos são dispostos na horizontal a cada 30 cm. Estacas de bambu são colocadas a cada duas plantas para dar suporte aos fitilhos e ao tomateiro (Conforme a imagem).

TUTORAMENTO VERTICAL COM BAMBU OU FITILHO

Nesse sistema, as plantas de tomate são amarradas verticalmente a tutores que podem ser de bambu ou fitilho. Quando utilizados bambus, as plantas são amarradas semanalmente com fitilhos aos bambus que podem ser cortados com aproximadamente 2,2 a 2,5 m.  Esse sistema tem um baixo custo para o tomaticultor. Porém, o manejo e controle de pragas e doenças é dificultado, pois a planta se torna bastante adensada (Conforme a imagem).

Já na condução vertical com fitilho, é feito um laço folgado com a fita na base da planta, enrolando-a ao redor da mesma, permitindo sua sustentação. A outra extremidade da fita é amarrada ao arame, horizontalmente fixado no topo dos mourões posicionados em cada extremidade da linha. Os mourões devem ter aproximadamente 12 cm de diâmetro e 2,5 m de altura e devem ser fixados a uma profundidade de 0,6 a 0,7 m. Estacas de bambu devem ser postas como escoras a cada três metros (Conforme a imagem).

Autor: Miquéias de Oliveira Assis (Assistente Técnico | DM HF) – Dr. em Fitotecnia.

 

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